Por Adriana Magalhães - AIM Direto no Alvo
Alguns clientes notaram que em nosso site e aqui no blog usamos a palavra espresso, em vez de expresso, quando nos referimos aos nossos cafés. Vários sites de baristas, gastronomia e notícias vêm se dedicando a discutir a questão e resolvemos também meter nossa colher nesta xícara de café quente.
Espresso, em italiano, não está nos dicionários da língua portuguesa. Os manuais de redação dos grandes jornais do país não recomendam, embora suas páginas estejam amplamente povoadas por esse charmoso estrangeirismo. Expresso, por sua vez, está no título de um poema do escritor e jornalista Cassiano Ricardo (1895-1974) , escrito nos anos 50 (Café Expresso). Entretanto, nas xícaras da Via Cacau, optamos por servir o espresso, quente, forte, cremoso, com aquela espuma densa que não deixa o açúcar afundar sem a ajuda da colher. Um espresso para italiano nenhum botar defeito.
Em 26 de julho de 2009, o linguista Pasquale Cipro Neto escreveu na Folha de São Paulo: “Já passou da hora de termos o sagrado direito de saborear um legítimo expresso em qualquer lugar em que haja uma máquina italiana. Poderemos então escolher entre a nossa grafia (“expresso”) ou a italiana (“espresso”), que – por que não? – poderia ser adotada como palavra universal, tão universal quanto “pizza”.









